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terça-feira, 14 de junho de 2016

O DISCURSO DO “NOVO” E A RETÓRICA ELEITORAL

Às portas de uma nova eleição, sempre ouvimos os ensaios do tradicional discurso do “novo”! Afinal, ele não sai de moda e muitos candidatos utilizam esse mote que é forte pois remete à mudança e esperança de algo melhor. Como dizem alguns especialistas, o marketing eleitoral é a arte de manipular sentimentos.

Todavia, na língua portuguesa “o novo” pode ter vários sentidos e interpretações dependendo do contexto. Pode se referir à pouca idade: um homem novo; a algo que existe há pouco tempo: um livro novo na estante; ao que substitui uma coisa: comprar um novo sofá; a outro: fazer uma nova tentativa; a algo diferente: uma situação totalmente nova; e algo estranho: desconhecido.

Por essa extrema flexibilidade de significados, é comum vermos vários candidatos que se apresentam em um mesmo pleito usarem o discurso do novo, gerando uma grande confusão na cabeça do eleitor, que não consegue distinguir qual é o verdadeiro novo, ou seja, o novo que realmente trará mudanças.

Nesta eleição para Prefeitura de Aracaju, por exemplo, temos vários pré-candidatos já postos, que de algum modo ou em algum momento se colocarão como um novo:

Valares Filho, que mesmo tendo crescido na velha política e vindo desde muito jovem participando e praticando os métodos tradicionais de fazer política, por ser mais jovem e nunca ter sido prefeito, tende a se colocar como algo novo.

Temos Zezinho Sobral que há anos atua nos bastidores da política tradicional junto ao grupo do atual Governador, que resolveu tirá-lo de trás das cortinas e lançá-lo como uma novidade no cenário político atual.

Edvaldo Nogueira que também já participa da política há décadas, foi o prefeito que antecedeu o atual Chefe do Executivo Municipal. Este não é mais novidade, inclusive não conseguiu eleger o candidato que apoiava na última disputa eleitoral, mas o atual gestor tem deixado tanto a desejar, que faz a população lembrar da gestão menos ruim de Edvaldo e por conta disso, algumas pessoas veem nele alguém apto a substituir João Alves e ser o novo prefeito.

Temos João Alves que termina seu primeiro mandato e busca convencer a população que merece outra chance, um novo mandato para continuar trabalhando.

Temos Dr. Emerson, vereador de segundo mandato na Capital, apesar de não ser jovem, tem sido uma novidade na forma de fazer política e se apresenta como uma opção diferente, capaz de trazer uma situação totalmente nova na política local.

E também os pré-candidatos da frente de esquerda, que sempre são nomes novos como Sônia Mary-PSol e Vera - PSTU e com um discurso diferente, mas que em Aracaju, por nunca terem demonstrado sua forma de atuação através de mandatos e por um discurso um pouco radical, ainda são vistos por grande parte da população como uma opção nova, porém estranha: desconhecida.

Diante disso, cabe a nós distinguir e decidir qual é o novo que Aracaju precisa. Lembrando que: nem todo novo é novidade, nem toda novidade é inovação. E estamos cansados da mesmice. De presentes velhos em pacotes novos. Onde o pacote é o candidato e o presente é o grupo político que está por trás. Por isso, o novo que trará mudanças será acima de tudo o que se dispuser a fazer diferente!





Hebert Pereira – Cidadão.

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